roscailleFOUNDATION
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O que criamos juntos
nos leva mais longe.

Mãos organizando miçangas ao lado de um brinco floral em construção e de uma linha.
Um vínculo começa com uma pequena peça

A origem de um nome

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Uma miçanga (roscaille) é uma peça pequena, bonita, simples e resistente. Ao se unir a outras, forma tramas, caminhos e tecidos. Dessa imagem nasce nossa forma de construir comunidade:

Cada vínculo conta.

A roscaille nasce para que o conhecimento e a criação encontrem mais espaços onde se expressar, se desenvolver e gerar novas possibilidades.

As raízes desse olhar

Andres Bobadilla

Minha história começa perto da natureza, do campo e de quem trabalha nele. A formação em medicina veterinária e a experiência ao lado de agricultores colombianos me ensinaram a observar, escutar e cuidar.

Com o tempo, encontrei na escrita e nas linguagens criativas outra maneira de expressar essa sensibilidade: contar histórias, dar visibilidade a outras vozes e conectar pessoas.

Com a roscaille, quero levar essa vocação à arte, à cultura e à comunidade.

Assim nasceu uma ideia.

Minha história e a história da nossa comunidade.

Tudo começou com uma conversa

Uma ideia entre amigos

Enquanto conversava com alguns colegas e amigos, surgiu uma pergunta: por que não criar uma fundação? Alguns já tinham sido voluntários e, naquela época, eu era voluntário ativo da Pervivir, onde acompanhávamos comunidades indígenas dos Llanos Orientales, as planícies do leste da Colômbia.

Em uma dessas atividades, enquanto aprendíamos a fazer pulseiras de miçangas com as crianças, também íamos criando vínculos. Eu podia ver e sentir como aquilo nos aproximava e nos fazia sentir parte de algo: de uma comunidade.

Uma decisão consciente

O tempo não para

As ocupações, os estudos e os diferentes caminhos da vida nos levaram por rumos distintos. E, embora eu tivesse ficado sozinho com aquela ideia, não queria deixá-la cair no esquecimento. Então decidi colocar a mão na massa e fazer a primeira coisa que estava ao meu alcance: criar o estatuto da fundação.

Durante esse processo, um erro de digitação fez aparecer “roscaille” no lugar do nome que eu havia pensado inicialmente. Quando percebi, gostei de como soava e preferi mantê-lo em vez de corrigir. Assim nasceu o nome da fundação.

Um símbolo que segue comigo

Oliver, ao sol e à chuva

Na casa dos meus pais vive Oliver: um pequeno bonsai de goiabeira que dei à minha mãe, uma lembrança constante das árvores em que eu costumava subir quando era criança.

Amarrei uma pulseira de miçangas ao seu tronco, como um pequeno gesto para me enraizar nas coisas que me importam: minha terra, meu lar e aquilo que me lembra de onde venho.

Depois de um ano ao sol e à chuva, tirei a pulseira do pequeno bonsai e a lavei. Quando terminei, ela parecia nova. Fiquei impressionado com tanta resistência em algo tão pequeno e aparentemente frágil. Pensei que aquilo era um grande símbolo.

Essa experiência deu uma nova profundidade ao projeto e me ajudou a entender melhor o que eu queria construir.

Os padrões que você vê hoje neste site se inspiram em outra pulseira que trouxe dos Llanos Orientales e que um membro da comunidade indígena me ajudou a terminar. As miçangas têm acompanhado minha vida e, por isso, também têm um lugar em nossa identidade.

Nossa identidade ganha forma

Um rosto e uma voz

Meu novo trabalho remoto como redator me permitiu dedicar mais tempo à comunidade que queria construir e a este site. Aos poucos, pude dar a ela uma identidade mais sólida.

Sempre gostei muito dos tons pastel e das roupas tradicionais das comunidades indígenas do meu país. Daí vem parte da inspiração para as cores deste site.

Quanto às miçangas… bem, essa história você já conhece.

Também me acompanha o sentimento de fazer parte de uma comunidade com a qual compartilhamos gostos e desejos.

O que você vê hoje neste site e nos nossos canais de comunicação nasce de uma ideia simples: reunir quem tem vontade de compartilhar o que é e o que sabe com aqueles que estão dispostos a aprender e melhorar a cada dia.